10 de mai de 2014

ÁGUAS DO TAQUARAL ?

Sabe-se que conhecer o passado é fundamental para se entender o presente e sonhar-se com um futuro muito promissor. Segundo a história, neste início de maio, mais precisamente em 03 de maio, o conhecido Bairro do Taquaral também chamado de Abaitinga, ou vice versa, completou seus 109 anos de idade. O Bairro teve origem sob a evocação da Santa Cruz e ao longo dos anos fez sua história pautada nas virtudes de seu povo. Faziam-se lavouras de algodão, fumo e cereais, ao lado da pratica do extrativismo. Aquela localidade tornara-se conhecida e importante quando da inauguração da estrada que ligava o planalto ao litoral, São Miguel X Sete Barras, iniciando-se então um período próspero para o Bairro. Com tudo seu desenvolvimento não teve uma seqüência lógica e contínua, até por conta de omissão ou desprestígio político local, registrando-se ao longo do tempo, fases de favorecimentos e de abandono... felizmente houve sim conquistas! A vocação ruralista de seu povo foi uma constante que se sobre pôs às dificuldades vividas, fazendo valer sempre a crença em dias melhores, definindo o perfil de boa fé e esperançoso de seu povo. O Bairro cresceu demograficamente e as melhorias urbanas aconteceram por conta do tempo, sendo alvissareira a atenção que a atual administração municipal vem dando àquela localidade. Do passado há uma incógnita referente ao nome do Bairro, não se sabendo exatamente a origem ou o propósito de sua designação de Abaitinga, que até os dias de hoje alterna-se com o nome Taquaral. Talvez esta ambigüidade nominativa tenha até sido um feliz capricho do destino, pois ao persistir, por mais de um século, permite agora, num novo tempo e sob uma nova égide, que o seu povo e às autoridades envolvidas possam manifestar-se consciente e definitivamente sobre o assunto. O novo tempo evidencia as oportunidades contemporâneas para o desenvolvimento da industria moderna do turismo, e a nova égide refere-se a monumental Estrada Parque que se constrói, fatos que, sem dúvida, darão novos rumos ao Bairro e ao Município, se bem aproveitados. A conjuntura dos fatos, somadas às iniciativas privadas já existentes, a exemplo do Parque da Onça Parda, do Ecotrekking Murucututu, do Elguero Paradise e de outras, alicerçadas pela riqueza natural de suas cercanias, dada pelo colosso do Parque Estadual Carlos Botelho e pelo seu deslumbrante Rio Taquaral, de águas e pedras cristalinas, não deixam dúvidas quanto a um futuro muito promissor que se delineia através do turismo. Reflita-se aqui o progresso que se vive nesta década de globalização, privilegiada pela facilidade da comunicação, com a imposição de um marketing diferenciado, para a sustentabilidade financeira, econômica e social de empreendimentos eco turísticos. O mérito da questão recai sobre o Rio Taquaral que, se não emprestou definitivamente seu nome ao Bairro, pode agora vir a alavancar seu desenvolvimento, e do próprio município, desde que, pela sua relevância, perpetue reciprocamente as belezas de seu leito, de sua mata e da própria Comunidade Taquarense. A oportunidade que se vive recomenda que as partes envolvidas pensem desde de já num marketing dirigido e a altura dos acontecimentos, para promover com todas as vantagens a região e a prática do turismo. Pense-se e discuta-se o assunto, mas a conveniência aponta que a solução de ambigüidade do nome do Bairro, Taquaral ou Abaitinga, e o próprio marketing referenciado, possa ser simultânea e definitivamente resolvido com a sugestiva designação para a localidade de Bairro Águas do Taquaral. Neste novo tempo, cabe às autoridades e ao próprio povo decidirem sobre o assunto, mas não resta dúvida que aquele nome, Águas do Taquaral, ou até mesmo Águas de Abaitinga,além de charmoso é plenamente vendável, concorrendo positivamente para a divulgação do local e de seu perfil turístico. Terrinha Agrônomo - jralcindo@terra.com.br

20 de set de 2013

A FELIZ OPORTUNIDADE DO SANTUÁRIO


           No próximo dia 21 de setembro, data reservada à elevação da Paróquia local à Santuário de São Miguel Arcanjo, nos festejos há que se perguntar por quem os sinos dobram?
            A resposta não é outra... dobram sim em memória de cidadãos beneméritos que, junto com todo o povo, construíram a Igreja e  escreveram sua História.  Merece destaque a pessoa do saudoso e querido Cônego Francisco Ribeiro,  que por quase meio século de sacerdócio esteve a frente de nossa Igreja, sendo seu nome muito próprio para reverenciar a memória de todos os outros, com certeza lembrados no íntimo de seus descendentes.
            Mas os anos passaram-se e os tempos são outros, podendo-se afirmar que os sinos também  dobram, na Data Consagrada, por todos os são-miguelenses, pela feliz oportunidade do Santuário de São Miguel Arcanjo.
            Entenda-se que o mesmo Arcanjo Miguel que apadrinhou o nascer do município, agora conspira para dar-lhe novos rumos.
            Se almejávamos a conquista de ser um município turístico, pelas nossas forças e pelas nossas riquezas naturais, eis que as benções vieram do Céu... abrem-se as portas para o turismo, seremos Santuário de São Miguel Arcanjo!
            É preciso que as lideranças político religiosas entendam a oportunidade que se vislumbra para implementarem um progresso efetivo no município.
            Há tudo para o desenvolvimento de um turismo sustentável, onde todos, direta ou indiretamente, serão beneficiados.
            Se a nossa Igreja Matriz já era o "cartão postal" do município, atraindo muitos visitantes no Dia do Padroeiro, certamente como Santuário deverá atrair multidões, visto o perfil católico dos brasileiros e a profunda devoção de muitos ao Arcanjo Miguel.
            Além das benesses decorrentes para a Igreja, sabe-se que com um turismo sustentável todos podem ganhar,  do engraxate ao médico, da padaria ao posto de combustível, dos bares aos hotéis, do contador de histórias aos artesões, do agricultor ao lojista...  um exemplo concreto de oportunidade é para nosso artista Didi que freqüentemente é visto  retratando de ângulos diferentes a Majestosa Igreja Matriz.
            Benfazejos sejam os párocos e as lideranças religiosas locais, bem como toda a comunidade católica, e os próprios dirigentes do município, pois literalmente é chegada a hora e vez de São Miguel Arcanjo.
            Temos tudo para desenvolver um turismo religioso-agro-ecológico, e sustentável para que todos possam ganhar,  essa é a nossa realidade, Santuário - Capital da Uva Itália -  Mata Atlântica, sendo necessário que as partes envolvidas acertem-se recíproca e desprendidamente.
            Realmente o momento sugere a participação de todos, sendo imprescindível a atuação de um Secretário de Turismo altamente capacitado e ciente da realidade que se vive e de sua problemática, para propor metas e ações viáveis, respeitando-se todos princípios éticos pertinentes.
            Sem dúvida o momento é de congratulação para com o povo são-miguelense, merecendo cumprimentos os protagonistas da conquista, o Pároco local e as demais lideranças religiosas envolvidas, valendo votos de que todos sejam iluminados para que se aproveite de fato, material e espiritualmente, a feliz oportunidade do Santuário de São Miguel Arcanjo.

            

4 de ago de 2013

Bernardes Jr Jazz Band, dia 28 de setembro...90 anos do CRBJ


Três anos da Política de Resíduos Sólidos

No dia cinco de agosto de 2013 comemoram-se três anos da promulgação da Lei 12.305 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Como brasileiro e deputado federal tive a honra e o privilégio de presidir o grupo de trabalho que elaborou a Lei, depois de quase duas décadas de discussões de variadas propostas no Congresso Nacional. Dia 13 de agosto realiza-se um encontro na Câmara Federal para registrar a data e apresentar algumas importantes ações de sucesso na implantação da PNRS. Lembro, em resumo, que a política conceitua de maneira moderna o que as pessoas chamam de lixo, já separando no texto da lei os resíduos sólidos – que podem ser reaproveitados para o bem da conservação ambiental e da economia – dos rejeitos de todas as atividades, que devem ser tratados e merecer um destino final ambientalmente correto. Mas, além disso, indica também os vetores conceituais que servem ao cumprimento dos objetivos. A primeira lição é a de não produzir resíduos ou rejeitos: não gerar, reduzir, reutilizar, reciclar. A segunda é de que a responsabilidade sobre eles é compartilhada entre o poder público, as empresas e os cidadãos. A gestão deve ser integrada, compondo essa figura legal a necessidade de realizar inventários periódicos, manter sistema declaratório anual; acordos setoriais; agir sobre o ciclo de vida do produto; praticar a logística reversa; seguir os princípios do direito ambiental; elaborar planos de gestão (nacional, estaduais, municipais e empresariais); e cuidar da destacada inclusão social por meio do fortalecimento das cooperativas de catadores. Tenho o sentimento de dever cumprido, pois quando eleito deputado federal, em 2006, assumi o compromisso de elaborar, articular e cobrar a aprovação da PNRS, após a bem sucedida experiência com a lei estadual 12.300/2006, da qual fui o autor e com a qual conseguimos disciplinar a gestão dos resíduos sólidos no Estado de São Paulo. Ali e na Lei Federal tivemos empenho em promover a participação da sociedade na prática de um diálogo franco e aberto que possibilitou superarmos a “politização” de questões pontuais e garantiu uma aprovação legislativa de forma unânime. São essas duas experiências e o fato de a Lei e sua regulamentação passarem ao largo da cultura simplesmente mandatória e punitiva das legislações brasileiras que me conferem a certeza sobre a aplicação progressiva e bem sucedida da PNRS. O processo de elaboração e sua aprovação – e, agora, o de sua implantação – é de extrema importância para a consciência sobre a conservação e preservação do ambiente, por que a questão dos resíduos sólidos inquieta sobremaneira as aglomerações urbanas onde se concentra a maior parte da população brasileira. A ela devem se somar as outras políticas nacionais críticas para o desenvolvimento sustentável do País e dos cidadãos, como as de Saneamento, de Mudanças Climáticas, de Meio Ambiente e de Educação Ambiental. Aliás, sem educação continuada para a formação da cidadania como substância do desenvolvimento democrático, pouco se avançará na implantação da PNRS. E aí o Estado será o grande responsável. Não serão suficientes campanhas ocasionais. A reciclagem começa na casa de cada um; o cuidado se espalha pelas ruas de cada bairro, a responsabilidade será de todos, todos os dias do ano, ano após ano. O primeiro semestre de 2013 confirma que este ano o tema está marcado com destaque nas agendas de governos, empresas e da sociedade. Em São Paulo, por exemplo, prosseguem as ações para convocar novos setores a assinarem Termos de Compromisso de Responsabilidade Pós-Consumo, que se somarão às 11 cadeias produtivas já comprometidas em 2012. O Sistema Ambiental Paulista lançou também o edital para a elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos e o Cadastro de Entidades de Catadores de Materiais Recicláveis do Estado de São Paulo – http://www.ambiente.sp.gov.br/cadec/. E conforme propõe a Resolução SMA – nº 09/2013, reforçará as ações relacionadas à gestão de resíduos nas diretivas do Programa Município Verde e Azul, criado em 2007, que visa a estimular e capacitar as prefeituras a desenvolverem uma agenda ambiental estratégica. O fortalecimento do papel das cooperativas de catadores de materiais recicláveis, sobretudo na coleta seletiva e na logística reversa, além do seu caráter social avança para configurar sua viabilidade econômica, conforme atesta o trabalho bem sucedido do CEMPRE- Compromisso Empresarial para Reciclagem. Em abril passado, no XIII Congresso Brasileiro do Ministério Público de Meio Ambiente realizado em Vitória (ES), os promotores públicos da área ambiental insistiram na aplicação prática da PNRS, especialmente quanto ao prazo de agosto de 2014, fixado em lei para a erradicação dos quase três mil lixões oficiais existentes no País. Espero que a União publique logo o plano nacional de gestão de resíduos, objeto das audiências públicas. O documento é fundamental para orientar ações de médio e longo prazo, bem como estimular estados e municípios a elaborarem seus planos. Exaurido o prazo legal para apresentação dos planos dos estados e municípios, em 02/08/12, constatou-se que menos de 10% apresentaram seus documentos, conforme orienta a PNRS. É de extrema urgência que prefeitos, governadores e legisladores tenham como prioridade a elaboração de seus planos de gestão, determinantes para transformar, na maioria dos casos, a ineficiente gestão de resíduos sólidos feita até então. Toneladas de embalagens e outros materiais remetidos ao “lixo” têm valor econômico destacado e podem ser a base do surgimento de novos e prósperos negócios baseados na reciclagem, reuso e reaproveitamento dos resíduos. O Brasil desperdiça R$ 8 bilhões por ano ao não manejar adequadamente seus resíduos sólidos urbanos. Quem sabe não é por aí que as cidades brasileiras começam a resolver o pagamento secular de uma das piores faturas das gestões municipais: a da coleta e destino final dos resíduos e rejeitos gerado pela sociedade nas áreas urbanas? Mas o governo federal precisa agir de maneira estratégica e avançar rapidamente no estabelecimento dos incentivos fiscais, creditícios e tributários para promover a coleta seletiva e estruturar a logística reversa. Os empresários precisam também por atenção nos planos de gerenciamento, de relevante interesse ambiental e de responsabilidade dos empreendedores, para eliminar sua vulnerável diante das licenças ambientais e das disciplinas da Lei de Crimes Ambientais. Vamos persistir, com determinação. Esta causa vale muito para o desenvolvimento brasileiro! Arnaldo Jardim. Deputado Federal PPS/SP. Presidiu o Grupo de Trabalho que formulou a PNRS E-mail: arnaldojardim@arnaldojardim.com.br Site oficial: www.arnaldojardim.com.br @ArnaldoJardim Deputado Arnaldo Jardim

1 de ago de 2013

São Miguel Arcanjo: A história de uma igreja

Documentário realizado pela Comissão Organizadora da 123ª Festa do Padroeiro São Miguel Arcanjo. Uma homenagem ao Centenário do Cônego Francisco Ribeiro.

Turismo religioso e romarias

Vídeo que é um dos resultados do Trabalho de Conclusão de Curso de Bacharel em Turismo, de Júlia Marques Galvão, pela Universidade Federal de São Carlos. A pesquisa abordou a Romaria do Bom Jesus de Iguape, a segunda maior do estado de São Paulo. O vídeo contou com o apoio do Ponto de Cultura Viva o Clube! e foi editado pela Contatroupe.

29 de jul de 2013

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal 2013

O órgão da ONU divulgou o índice de desenvolvimento humano dos municípios. Das cidades com melhor índice, 28 estão no estado de São Paulo.

São Miguel Arcanjo - SP, aparece com 0,710 ( São Caetano do Sul melhor IDHM - 0,862 e Melgaço - PA pior IDHM - 0,418. O IDH vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de 0, pior o desenvolvimento humano; quanto mais próximo de 1 melhor o desenvolvimento. O índice considera indicadores da saúde, da renda e da educação.
Os índices apurados em nossa cidade são: longevidade 0,799 - renda 0,708 - educação 0,633. Saiba mais: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2013/07/sao-caetano-sp-tem-o-melhor-idh-municipal-e-melgaco-pa-o-pior.html